Você já imaginou que adquirir crédito de carbono pode ser vantajoso para sua empresa? As…
Você já imaginou que adquirir crédito de carbono pode ser vantajoso para sua empresa? As companhias que reduzem a emissão de dióxido de carbono conseguem obter esse crédito e depois vendê-los para os mercados financeiros nacionais e internacionais. Mas, afinal, o que é crédito de carbono e como ele se aplica à empresa? É sobre esse assunto que trataremos no post! Acompanhe e tire suas dúvidas!
O conceito foi criado em 1997, a partir da assinatura do Protocolo de Kyoto. Esse acordo internacional determinou que os países desenvolvidos precisariam reduzir em aproximadamente 5% as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) entre 2008 e 2012, em relação aos níveis de 1990.
Porém, do ponto de vista global, todos os países deveriam se preocupar com a redução da emissão de gases, visto que este é um problema que afeta todo o planeta. Na Conferência do Clima, realizada em 2011, novas metas foram determinadas. As nações se responsabilizaram por reduzir entre 18% e 40% a emissão desses gases até 2020, novamente com base nos dados registrados em 1990.
O Brasil ratificou a sua participação no acordo em agosto de 2002, por meio do Decreto nº 144. Sendo assim, o principal objetivo do protocolo é favorecer a redução de gases que provocam o efeito estufa e trazem sérios prejuízos para a sociedade e o meio ambiente.
Nesse sentido, os créditos de carbono funcionam como certificados de comprovação de que uma empresa ou nação reduziu a emissão de gases. Segundo o acordo, uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) equivale a um crédito de carbono.
Com a criação do Protocolo de Kyoto, surgiu uma maneira de monetizar a redução de gases do efeito estufa. Mas, se o Brasil é um país em desenvolvimento, como ele pode participar do acordo?
Para favorecer a participação dos países, foi criado um mecanismo de flexibilização em que uma das estratégias estabelecidas foi o MDL — Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. Ele possibilita que os países interessados possam comprar os créditos de carbono oriundos de qualquer nação em desenvolvimento que tenha ratificado o protocolo. Logo, um país que não consegue reduzir a própria emissão poderá comprar crédito, desde que o país “vendedor” tenha atingido níveis excedentes às cotas estabelecidas.
Esse mecanismo incentivou a criação de projetos que permitem o desenvolvimento com menores prejuízos ao meio ambiente. Dessa maneira, o país consegue diminuir a produção de gases do efeito estufa e ainda adquirir créditos de carbono. O valor pago para ele pode variar diariamente, de acordo com fatores externos.
No Brasil, a comercialização do crédito de carbono é feita em leilões da BM&FBOVESPA. As transações comerciais são realizadas online e as regras são determinadas por meio de anúncios públicos ou editais.
Quem pode participar? Diversas instituições podem acompanhar os leilões. Confira:
Adquirir crédito de carbono pode trazer vantagens para o meio ambiente, sociedade e para a empresa. Veja:
Uma grande vantagem de adquirir crédito de carbono é que ele beneficia a reputação da marca. Isso porque os clientes passam a reconhecer as ações realizadas pela empresa e começam a dar mais valor para o negócio.
Além disso, esse investimento em ações para diminuir a emissão de gases do efeito estufa gera maior engajamento dos colaboradores. Eles passam a ter mais interesse em adotar práticas que contribuam para a sociedade e a proteção do meio ambiente.
As empresas também têm retorno financeiro quando estabelecem um contrato de compensação por meio da compra de créditos de carbono. É necessário considerar que, no futuro, isso se transformará em commodity, o que trará ainda mais possibilidades de crescimento tanto para a companhia como para o país.
Ao adquirir crédito de carbono, a companhia consegue alinhar esse benefício às ações de responsabilidade social. Sendo assim, é possível investir na capacitação de profissionais para a criação de projetos que promovam ações em prol do meio ambiente, da sociedade, e iniciativas que favoreçam o desenvolvimento urbano inteligente.
Quando a companhia cria projetos para promover a sustentabilidade, ela também passa a educar a sociedade. Com isso, as pessoas começam a consumir de maneira mais racional ao reduzir o uso de energia elétrica, diminuir a produção de lixo e o uso de combustíveis fósseis. Consequentemente, essa ação conjunta favorece a todos ao diminuir a poluição de rios e mares e o gasto energético.
O crédito de carbono também favorece a criação de oportunidades de negócios ambientalmente sustentáveis, pois as empresas conseguem atrair mais investidores. Logo, em médio e longo prazo, essa prática pode promover o crescimento da companhia e a geração de novos empregos.
Se você ainda tem dúvidas sobre a valorização do crédito de carbono no Brasil e no mundo, talvez tenha interesse em conhecer as instituições que já investiram nesse setor. Confira:
A instituição adquiriu créditos de carbono para minimizar os efeitos dos gases produzidos durante a 43ª WorldSkills. Segundo estatísticas do SENAI, havia a expectativa de gerar uma emissão de 10 mil toneladas de CO2 durante o evento, devido aos equipamentos utilizados para as provas.
A empresa foi criada com o intuito de contribuir para a promoção de negócios sustentáveis e, ainda, obter lucro. Ela atua com a compra e venda de créditos de carbono no país e auxilia as organizações que pretendem criar projetos nessa área. A instituição já contribuiu com a comercialização de R$ 3 milhões de créditos de carbono.
A companhia de energia desenvolveu projetos ligados ao MDL para ter autorização de obtenção de créditos de carbono a partir da redução de dióxido de carbono (CO2). Essa foi uma maneira encontrada pela instituição para manter seu compromisso socioambiental e também gerar receita.
Enfim, o crédito de carbono pode oferecer muitos benefícios para a empresa, a sociedade e o meio ambiente. Este post trouxe esclarecimentos úteis para você? Aproveite para assinar a nossa newsletter e receber mais novidades em seu e-mail!
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